Apesar de o clima não ter sido favorável na América do Sul na fase do plantio da soja e também no desenvolvimento da lavoura, o setor tem trabalhado com expectativa de safra recorde, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto no Brasil foi a estiagem que atrapalhou a produção em algumas regiões, na Argentina o problema foi o excesso de chuvas.
As estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgadas na quarta, dia 12, porém, mantiveram os dados otimistas para a América do Sul – apesar de ter reduzido a oferta do Paraguai – e elevaram os do Canadá. Quanto aos preços, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) vem apresentando o mesmo valor, em moeda nacional, desde o dia 25 de setembro de 2012.
Assim, o Indicador finalizou a R$ 75,73/saca de 60kg na sexta, dia 14. Em dólar, moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa, fechou a US$ 36,27/saca de 60kg, com leve queda de 0,06% frente à sexta-feira anterior, dia 7. A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, finalizou a R$ 73,94/saca de 60kg, leve recuo de 0,3% na mesma comparação
Na última sessão do ano, os deputados estaduais aprovaram os dois projetos polêmicos que incrementam a arrecadação do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul) com a taxação de dois novos produtos: cana de açúcar e minério. O texto aprovado retira da cobrança a madeira e o carvão vegetal, que estavam previstos no projeto original encaminhado à Assembleia Legislativa pelo Executivo.
A nova arrecadação deve render cerca de R$ 30 milhões por ano, na estimativa do relator do projeto na AL, Júnior Mochi (PMDB). Ele avalia que a arrecadação será de cerca de R$ 10 milhões com o minério, que terá dois valores: R$ 1 e R$ 2; e R$ 20 milhões com a cana, que terá a cobrança de R$ 0,50 para cada tonelada.
Com isso, o orçamento previsto para 2013 do Fundersul deve ultrapassar R$ 200 milhões. O recurso do Fundo deve ser empregado na conservação e ampliação de rodovias estaduais, como também estradas vicinais dos municípios.
O deputado explica que os valores foram definidos com base nas taxas já cobradas de produtos semelhantes e na tributação de outros estados. No caso da cana, o valor a ser cobrado chegou a ser cogitado em até R$ 2 por tonelada, mas fechou em R$ 0,50 após as discussões.
A taxa terá como base de cálculo o valor da UFERMS (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul), que atualmente é de R$ 17,42. Para cada tonelada de cana deverá ser cobrado de imposto 2,87% da UFERMS.
“É mais ou menos o valor que é cobrado da soja. Houve discussão de outros valores, mas fechou em R$ 0,50 porque é o que mais se aproxima de outros valores já cobrados”, explica.
No projeto, a justificativa da tributação é de que a cana receba o mesmo tratamento em relação à contribuição dos produtos agropecuários.
“A cana foi incluída na cobrança da taxa porque também utiliza as rodovias para transporte e, então, deve contribuir também para a preservação das vias”, diz Mochi.
Minério – No caso do minério, foi criada a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Extração, Transporte e de Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM).
O deputado explica que o projeto da taxa já prevê que ela seja incorporada a arrecadação do Fundersul. No entanto, os recursos do minério serão aplicados para fim específico, que incluem a fiscalização, preservação e recomposição dos danos aos recursos minerais.
A taxa a ser cobrada também tem como cálculo o valor da UFERMS, mas diferenciação de dois casos. Será cobrado R$ 2,00 (11,5% da Unidade) por tonelada do minério de ferro que sair do Estado e metade, R$ 1,00 (5,75%), para o minério que for processado dentro de Mato Grosso do Sul.
Ele explica que a diferenciação é uma forma de incentivar que o minério seja processado ainda no Estado. “É pra incentivar que ao invés de só tirar o minério daqui, as empresas o transformem ainda aqui”, diz.
Segundo ele, são três empresas que realizam a extração e transporte de minério no Estado. O deputado diz que o sistema de tarifação foi baseado nos que já existem nos estados de Amapá, Paraná e Minas Gerais.
O deputado Pedro Kemp, que é líder do PT na AL, comentou que é “justa” a cobrança da taxa dos produtos. “Outros produtos já pagam isso e a cana utiliza e muito nossas rodovias, ajudando a deteriorar, e por isso devem contribuir também para a conservação das vias”, diz.
A pecuária é o setor com o maior potencial para empregos verdes, tanto do ponto de vista ocupacional (o tipo de atividade dos trabalhadores) quanto do setorial (relativo ao que é produzido pelo setor). Mais de 85% dos postos nessa área têm a possibilidade de minimizar os impactos no meio ambiente de alguma forma, o que corresponde a cerca de 432 mil empregos, dos mais de 504 mil empregos totais no setor. Os dados são do estudo Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os empregos verdes são aqueles que contribuem para preservação ou recuperação do meio ambiente. As atividades são voltadas à proteção de ecossistemas e da biodiversidade com a redução do consumo de energia, de materiais e de água por meio de estratégias de eficiência.
De um modo geral, o Ipea identificou que as áreas em que há maior possibilidade de geração de empregos verdes são as relacionadas à agricultura ou a algum tipo de atividade no meio rural, como lavouras permanentes, temporárias e a floricultura – todos grupos citados no estudo.
No Brasil, há cerca de 3 milhões de empregos verdes, 6,6% do total de postos formais, segundo o Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o Ipea, a organização internacional estima que esses trabalhos cresçam mais rapidamente do que os demais no mercado brasileiro. A oferta dos postos aumentou 26,7% nos últimos cinco anos, contra alta de 25,3% em outros setores.
No estudo, o instituto ainda utilizou informações da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), cujos dados apontam que 26% das instituições pesquisadas pretendem aumentar o quadro de profissionais de sustentabilidade ainda em 2012.
Diferentemente dos setores com potencial verde, os relacionados à fabricação de produtos químicos, à metalurgia, à produção de cimento e de celulose são áreas com intensa possibilidade de prejuízo ao meio ambiente, especialmente devido aos altos níveis de consumo de energia (eletricidade e combustível) e água.
A grave infestação de mocas do estábulo em propriedades rurais no entorno de usinas, especialmente nas regiões de Nova Alvorada do Sul e Maracaju, pode colocar em situação de fragilidade o gado perante a febre aftosa. O alerta é do advogado Victor Salomão Paiva, que representa proprietários rurais em uma ação movida contra uma usina sucroalcooleira.
De acordo com Victor Salomão um veterinário contratado por produtores rurais que estão com animais sendo atacados por moscas do estábulo fez uma análise da carcaça de um bezerro que morreu de anemia. A carne do animal estava esbranquiçada indicado que o sangue foi totalmente sugado. Pela análise, que agora será colocada no papel, os animais podem oferecer resistência de imunização em relação à vacina da febre aftosa.
“Ao não ser os produtores, ninguém mais parece estar levando a sério esta epidemia da mosca do bagaço. Caso os estudos do veterinário comprovem a suspeita, estas propriedades podem apresentar focos de febre aftosa”, alerta o advogado.
Caso ocorram focos de febre aftosa Mato Grosso do Sul perde mercados compradores de carne a exemplo de um possível foco de vaca loca na região de fronteira com o Paraná que já traz problemas de embargos à carne sul-mato-grossense.
Há mais de dois anos fazendas localizadas no entorno de usinas estão com grandes quantidades de mosca do estábulo, que se alimenta de sangue dos animais. Fazendeiros da região de Nova Alvorada do Sul registraram em foto animais domésticos e seres humanos sendo atacados. Eles acreditam que animais silvestres também estão sofrendo com ataque das moscas.
Estudos técnicos, inclusive da Embrapa, indicam que a o vinhoto jogado a céu aberto aliado às altas temperaturas se tornam um ambiente perfeito para reprodução das moscas. Torta de filtro e o bagaço fermentando também são ninhos para postura de ovos do inseto.
De acordo com o advogado, a alta concentração de vinhoto no solo jogado pelas usinas é uma preocupação ambiental dos proprietários rurais, já que temem a contaminação do Aquífero Guaraní. No final di mês de novembro uma comissão da assembléia Legislativa visitou propriedades rurais em Nova Alvorada do Sul que estão sofrendo com os ataques das moscas.
Depois de encontros com representantes dos usineiros, os proprietários rurais decidiram procurar o sindicato que os representa em Nova Alvorada do Sul e ingressaram com uma ação contra uma usina pela “obrigação de fazer”. Isso significa que não estão pedindo indenizações, mas que a unidade sucroalcooleira tome alguma providência para acabar com as moscas.
Os
embargos impostos à carne brasileira por alguns países nos últimos
dias, após a identificação de um caso de vaca louca no Paraná, são uma
atitude compreensível, mas não refletem um risco real no manejo ou no
consumo do produto, segundo afirmou à BBC Brasil o veterinário Bernard
Vallat, diretor-geral da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE).
Desde a semana passada, quando um exame laboratorial
conduzido pela OIE confirmou a proteína causadora da doença em uma vaca
morta em dezembro de 2010 em uma fazenda do município de Sertanópolis,
três países - Japão, China e África do Sul - anunciaram embargos à
importação da carne brasileira.
Outros países, incluindo a Rússia, maior importador
de carnes brasileiras, e a Venezuela, quinto maior, dizem estudar a
possibilidade de embargo. O Brasil foi o segundo maior exportador de
carnes bovinas em 2011, atrás somente da Austrália.
A OIE, que é o órgão
internacional responsável por avaliar as ações dos países no combate às
enfermidades animais, mantém o Brasil em sua lista de países com risco
"negligenciável" para vaca louca. "O Brasil tem quase 200 milhões de
cabeças de gado", afirma Vallat. "Não é um caso que vai mudar a
avaliação da OIE sobre o País." Ele aponta que existem outros países com
casos identificados da doença (cujo nome técnico é encefalopatia
espongiforme bovina, ou EEB) e que também podem ser considerados pela
OIE no grupo com risco negligenciável.
"Mas quando um País notifica a comunidade
internacional sobre a existência da doença, principalmente quando é a
primeira vez que um caso é detectado no País, é aceitável que outros
países adotem embargos à espera de mais informações", diz Vallat. "É uma
prática comum."
Ele afirma, porém, que não há riscos para a saúde dos
consumidores da carne brasileira. Além de o animal morto ter sido
enterrado e não ter entrado na cadeia alimentar, ele observa que o
consenso científico atual é de que mesmo o consumo de carne vermelha de
animais contaminados não traz problema, apenas o de órgãos contaminados
com a proteína causadora da doença, como cérebro ou medula espinhal.
Novas análises
Segundo diz Vallat, novas análises que estão sendo
feitas no laboratório de referência da OIE para a doença em Weybridge,
na Grã-Bretanha, deverão fornecer mais informações sobre o animal
contaminado no Paraná e trazer pistas sobre a forma de contaminação.
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias
Exportadoras de Carne) defende que o caso identificado na fazenda de
Sertanópolis foi um caso "atípico", gerado por mutações genéticas
espontâneas em um animal com idade avançada, e não resultado do consumo
de proteína animal contaminada. Além disso, o animal teria morrido sem
manifestar a doença, que pode ficar latente por vários anos.
Se confirmada a tese, o risco de haver novos casos ou
de a doença se espalhar é reduzido. Não há transmissão da doença de
animal para animal, e a contaminação ocorre somente pela ingestão de
alimento contaminado por proteína animal com a proteína causadora da
BSE.
A vaca contaminada no Paraná morreu em dezembro de
2010, com 13 anos, idade considerada avançada. Os primeiros exames
realizados no Brasil não identificaram a proteína causadora da EEB, mas
uma contraprova feita em junho teve resultado positivo. Uma terceira
análise da amostra feita em Weybridge confirmou a doença no último dia 6
de dezembro.
Segundo Vallat, a demora em comprovar o caso no
Brasil pode ser considerada normal, por conta da complexidade da doença.
"Ainda existem polêmicas científicas sobre as causas da doença, sobre
os diferentes príons (as proteínas causadoras da enfermidade) que
circulam nos animais", diz.
Outra questão que deve ser analisada é a forma de
contaminação. Como a doença pode ficar latente, é possível que a
contaminação tenha ocorrido até 13 anos antes da morte do animal. A OIE
espera obter em algumas semanas o resultado final de sua investigação
sobre o caso brasileiro, que deve ajudar a responder essas questões.
Impacto econômico
Vallat afirma que o atraso na confirmação da doença
não indica uma falta de transparência por parte das autoridades
brasileiras. "Não há benefício de se esconder um caso da doença para
depois confirmá-lo", observa.
Ele comenta ainda que os grandes produtores e
exportadores de carne agem com bastante cuidado no controle das
enfermidades animais, por conta do impacto econômico que um eventual
foco de doença pode ter. O Brasil exportou no ano passado 1,1 milhão de t
de carne bovina, com um faturamento de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$
11,2 bilhões).
A Rússia, que ainda analisa um possível embargo
contra o Brasil, foi o maior comprador de carnes bovinas brasileiras,
com 20% do total. O segundo maior comprador, com 13%, foi Hong Kong, em
princípio não afetado pelo embargo chinês.
A China importou diretamente
apenas 2.947 t de carne brasileira em 2011, o equivalente a apenas 0,27%
do total das exportações brasileiras no período. Os outros dois países
que confirmaram embargos também importam pouca carne bovina brasileira. O
Japão comprou no ano passado 3.271 toneladas (0,3% do total), enquanto a
África do Sul comprou apenas 718 t (0,065% do total).
'Precipitação'
O governo do Brasil vem lançando um esforço
diplomático para tentar convencer os países que decretaram embargo de
que não existe nenhum motivo para preocupação. Missões foram enviadas ao
Japão, à África do Sul e à China. O governo também aproveita a visita
oficial da presidente Dilma Rousseff à Rússia para evitar que o país
siga o mesmo caminho.
A delegação da oficial da visita de Dilma à Rússia
incluiu vários representantes de exportadores de carne brasileiros. Para
João Almeida Sampaio Filho, vice-presidente de relações internacionais
da Marfrig, um dos maiores frigoríficos do Brasil, as medidas de China,
Japão e África do Sul são "alarmistas e desnecessárias".
Segundo Sampaio Filho, "o Ministério da Agricultura
já deu todas as explicações possíveis e continua dando". "A própria OIE
já disse que não é o caso de mudar o status brasileiro, então a gente
acha que houve precipitação desses três países", acrescentou.
O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Luiz David Figueiró, anunciou o repasse de verba federal para Mato Grosso do Sul no valor total de R$ 4,4 milhões para investimento no setor. O comunicado foi durante reunião da Câmara Temática Pesca e Aquicultura, do Colegiado do Território da Cidadania da Grande Dourados, que aconteceu ontem (14), na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Serão R$ 2,78 milhões para o "Centro de Piscicultura Experimental, Treinamento e Difusão Tecnológica da Grande Dourados", que será implantado na fazenda da UFGD; e R$ 450 mil para as "Ações da Incubadora de Tecnologias Sociais e Solidárias (Itess) para o Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca no Território da Cidadania da Grande Dourados", também da Universidade.
A Embrapa Agropecuária Oeste receberá R$ 1,2 milhão para o "Desenvolvimento de Tecnologias aplicadas à Cadeia do Pescado do Território da Grande Dourados". Para o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, as pesquisas contribuem com o processo de organização e avanço da Instituição, pois qualifica a Universidade como instrumento para o desenvolvimento regional e reafirma o compromisso social de capacitação de pessoas.
Os projetos foram articulados e tiveram recursos viabilizados pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS) e pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que estiveram presentes na reunião. Vander destacou a importância de se investir em pesquisa, tecnologia e capacitação de mão-de-obra.
Já Delcídio chamou a atenção para o grande potencial de produção de pescado que MS possui. Já o superintendente do MPA afirmou que o pescado precisa ser visto com outros olhos. "Temos que entender que peixe não é bicho, é recurso", afirmou Figueiró.
A parceria entre as instituições também foi objeto do discurso do delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), João Grandão. Para ele, "o Território da Cidadania possibilita que vários projetos que seriam realizados separadamente, sejam realizados juntos". Territórios da Cidadania
Programa
Territórios da Cidadania foi lançado pelo governo federal em 2008. Tem objetivo de priorizar suas ações em regiões e sub-regiões, onde os investimentos públicos e privados não têm sido suficientes para garantir o atendimento às necessidades básicas da população.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a característica em comum dos territórios é a situação de pobreza e a alta concentração de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, populações quilombolas e comunidades indígenas.
Em Mato Grosso do Sul, são quatro os territórios: Cone Sul (composto por oito municípios: Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Mundo Novo, Naviraí, Sete Quedas e Tacuru), Da Reforma (11 municípios: Anastácio, Bela Vista, Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque, Terenos, Bodoquena e Sidrolândia), Grande Dourados (12 municípios: Caarapó, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Jateí, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Vicentina e Juti) e Vale do Ivinhema (10 municípios: Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Bataiporã, Brasilândia, Ivinhema, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Taquarussu e Santa Rita do Pardo).
Confirmada
a expectativa de produção da região Centro-Sul de cana-de-açúcar safra
2012/2013 de 535,4 milhões de toneladas, incremento de 8,2% em relação à
safra anterior.
De acordo com o diretor de Política Agrícola e
Informações da Companhia Nacional de Abastecimento, Sílvio Porto, “na
estimativa anterior já havíamos percebido que havia uma perspectiva de
rendimento superior ao ano passado e aqui há uma confirmação”. O anúncio
foi realizado nesta quarta-feira (12) durante o 3º levantamento da
safra de cana-de-açúcar, em Brasília.
Os canaviais na região Centro-Sul tiveram uma
recuperação e produtividade superiores ao do ano passado. Apesar da
estiagem no início da safra, houve regularidade das chuvas ao longo do
ano.
Já o Nordeste sofreu com a estiagem que chegou a Zona
da Mata e afetou a produção da cana. Técnicos do Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) visitarão, na semana que
vem, áreas atingidas pela seca a fim de tomarem medidas de apoio.
“O cenário da próxima safra para o Centro-Sul é ainda
melhor do que a deste ano e estamos também com uma situação mais
favorável para o Nordeste, com regularidade das chuvas”, salienta Porto.
O diretor de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Mapa,
Cid Caldas, que também esteve presente no anúncio da safra de cana,
disse que a região do Nordeste teve uma produção maior de açúcar por
causa da rentabilidade do produto e isso não afetará o abastecimento de
etanol.
“O incremento na produção de açúcar se deve fundamentalmente ao
preço e isso já vem ocorrendo há três anos. A diminuição da safra do
Nordeste não afetará o abastecimento do etanol, pois o mesmo está
garantido para os consumidores”, afirma. A produção nordestina
representa 10% da produção de cana da safra brasileira.
No próximo calendário do ano-safra da cana haverá
alteração na metodologia conforme levantamento realizado pela Conab.
Será aperfeiçoada a coleta de dados para o levantamento da colheita.
O
corte da safra do Nordeste se prolonga até março e isso será
incorporando ao ano-safra. “Nós vamos fechar esta safra no levantamento
de março, porque teremos ainda o final do corte para o Nordeste e o
Centro-Sul, pois neste as usinas ainda estão cortando em função das
condições favoráveis de clima”, complementa o diretor da Conab.
Prosperidade.
Essa é a definição da visita da missão técnica da Associação dos
Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul – Aprosoja/MS aos estados do
Maranhão, Piauí e Bahia, realizada na semana passada. Um grupo de
dirigentes e lideranças rurais visitou sete cidades produtoras de soja,
algodão, milho e pecuária.
O presidente da Aprosoja/MS, Almir Dalpasquale, se
disse impressionado com o desenvolvimento e o nível técnico da
agropecuária nesses estados “Foi uma grata surpresa. É uma nova
fronteira agrícola brasileira.Ficamos empolgados com a possibilidade de
investimento e de desenvolvimento. Fiquei admirado com a evolução do
setor mesmo com a pouca quantidade de chuva na região”, destaca.
Segundo o dirigente, a visita o fez lembrar do início
das plantações Sul-mato-grossenses, até porque muitos produtores do
Estado migraram para investir na região. Para compensar a escassez de
chuva, os produtores desenvolveram tecnologia própria de correção de
solo. “Está se abrindo uma área maravilhosa, imensa e espetacular”,
empolga-se.
Outro ponto que foi constatado através da visita foi o
desenvolvimento competitivo e profissional da produção em MS,
principalmente em relação à logística e transporte. “Uma das maiores
dificuldades que os produtores enfrentam ainda é o escoamento da
produção. A situação das estradas lá é muito precária”, lamenta.
Embalado pelo bom momento da agropecuária, o setor
industrial da região, apesar de tímido, tem imenso potencial de
crescimento, porque precisa atender ao mercado interno. “Dá pra ver no
semblante das pessoas a vontade de crescer, acreditando no
desenvolvimento e principalmente, fazendo parte desse processo”,
comenta.
A missão
Dez membros integraram o grupo formado pela diretoria
da entidade, entre presidentes de sindicato e produtores, com o
objetivo de prospectar novas oportunidades de negócios e adquirir
conhecimentos técnicos.
A visita realizada dos dias 3 a 7 de dezembro
percorreu sete cidades, passando pelo Maranhão, Piauí e Bahia, onde os
participantes conversaram com autoridades locais para saber mais sobre
as características agronômicas dos municípios.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), os mais de 1,3 milhão de hectares
destinados à produção de milho nos três estados correspondem a quase 3,5
milhões de toneladas do grão, das quais 649,2 mil toneladas vêm do
Maranhão, 768 mil toneladas do Piauí e mais de 2 milhões da Bahia. A
soja é responsável por mais de 6 milhões de toneladas cultivadas em
aproximadamente 2,1 milhões de hectares, sendo o estado baiano o que
mais produz, apontando em média 3,2 milhões de toneladas da oleaginosa.
Sobre a Aprosoja/MS – Fundada em 2007, a Associação
dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul – Aprosoja/MS é uma
entidade sem fins lucrativos, criada para atender aos anseios dos
produtores de soja, milho, sorgo, aveia, trigo, entre outros.
A Aprosoja
incentiva a produção e consumo de grãos e derivados, estimula a criação
de mecanismos de aquisição e importação de insumos, bem como de
comercialização e exportação da produção. Além disso, orienta e apoia
seus associados em todas as fases da atividade. A Associação trabalha a
favor do desenvolvimento do setor e implementação de novas estratégias.
Para mais informações, acesse:http:// www.aprosojams.org.br –facebook.com/aprosojams – @Aprosojams
A
Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) apresentou à
comissão mista do Congresso Nacional, que esteve no Estado nesta
segunda-feira (10) para avaliar a questão indígena, uma série de
documentos comprovando a legalidade das propriedades rurais de 21
municípios de Mato Grosso do Sul.
O ofício entregue pela Federação reúne
os demonstrativos da produção rural nas áreas afetadas pelas invasões
indígenas, com identificação do perfil predominante dos produtores
rurais atingidos no Conesul do Estado.
Os deputados federais e senadores
receberam, também, cópias do comprovante das terras indígenas já
homologadas e registradas, com identificação territorial que impede a
ampliação dessas áreas, além da relação de indenizações aos produtores
ainda pendentes.
A agenda dos parlamentares no Estado previa que,
depois de visitar invasão indígena à propriedade em Iguatemi, haveria um
encontro com produtores rurais, presidentes de sindicatos e lideranças
do setor na Câmara de Vereadores de Dourados.
Alegando imprevistos, os
parlamentares suspenderam o encontro, o que levou o grupo a se deslocar
da Câmara até o aeroporto para poder falar com os parlamentares.
O assessor jurídico da Famasul, Carlo Coldibelli,
ressaltou na entrega do ofício que o foco do problema não deve ser
invertido. “Vivemos um problema de cunho social e a manipulação de
informações distorce o problema real.
Espero que os parlamentares não
desviem a atenção dos quesitos sociais, tanto com relação ao pequeno e
médio produtor, quanto aos indígenas que participam desse conflito”,
afirmou Coldibelli direcionando a fala ao deputado Sarney Filho (PV/MA),
coordenador da comissão.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) reconheceu
publicamente que o conflito em Mato Grosso do Sul é gerado pela omissão
do Estado. “O melhor caminho para a resolução é partir de um
reconhecimento concreto. Os índios estão sendo aviltados e não é pelos
produtores rurais. Saio daqui com a convicção de que a causa do conflito
é o Estado brasileiro”, afirmou.
O diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini, avalia
positivamente a visita da comissão. “Os parlamentares puderam verificar
com os próprios olhos a realidade que impede o desenvolvimento do
agronegócio e que deixa o índio nessa situação deplorável. Tanto
produtores quanto os indígenas são reféns da situação,embora insistam em
transferir as causas do conflito aos produtores”.
Depois de visitar a invasão, em Iguatemi, e do
encontro com produtores rurais de Dourados e região, os deputado
federais Geraldo Rezende (PMDB/MS) e Sarney Filho, que representaram o
grupo de trabalho Guarani Kaiowá, concordam que o relatório final da
visita apresente versões dos produtores rurais e dos indígenas.
Ambos
defenderam que o governo federal deve assumir a responsabilidade de ter
titulado as áreas e que produtores precisam ser indenizados pelo valor
real da terra, e não somente pelas benfeitorias nelas colocadas.
Os parlamentares que visitaram o Estado para
discussões relacionadas às demarcações de terra são integrantes da
Comissão Externa da Câmara dos Deputados, composta por Ricardo Tripoli
(PSDB/SP), Danilo Forte (PMDB/CE), Janete Capiberibe (PSB/AP), Penna
(PV/SP) e Geraldo Resende (PMDB/MS); também compareceu a representante
da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados,
Erika Kokay (PT/DF); e a Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa do Senado Federal, composta por Randolfe Rodrigues
(PSOL/PA) e João Capeberibe (PSB/AP), além de representantes da Fundação
Nacional do Índio (Funai).
O
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) acaba de lançar em
São Paulo um mapa de feiras que comercializam produtos orgânicos em todo
o país. Os objetivos de divulgar esse mapa são facilitar e estimular a
alimentação saudável da população.
A ferramenta estimula a compra de alimentos saudáveis
e torna os produtos orgânicos mais acessíveis. O mapa permite localizar
a feira de produtos orgânicos mais próxima, os dias e horários de
funcionamento e quais são os tipos de produtos que são comercializados.
O pesquisador do Idec, João Paulo Amaral, explica que
a ferramenta permite às pessoas encontrarem facilmente as feiras
orgânicas que existem próximo delas. Ao mesmo tempo, fará com que mais
feiras sejam descobertas pelos próprios visitantes do site.
"Trata-se de uma plataforma interativa que estimula
uma prática saudável. Precisamos fazer com que as pessoas saibam dessa
informação - para estimular a economia local - e se alimentem de forma
mais saudável e sustentável", afirma.
Os alimentos orgânicos vendidos nessas feiras são bem
mais baratos que nos supermercados. Uma pesquisa do Idec, realizada em
2010, chegou a mostrar diferença de até 463% entre os supermercados
(mais caros) e as feiras (mais baratas).
Em enquete realizada em janeiro deste ano, o
instituto constatou que 71% dos leitores consumiriam mais alimentos
orgânicos se eles fossem mais baratos. Outros 23% optariam por orgânicos
se houvesse mais feiras especializadas perto de suas casas.
O mapa das feiras é este aqui: www.feirasorganicas.org.br
Análise
de um laboratório britânico confirmaram que são infundadas as suspeitas
de que a morte de uma vaca, em 2010, no município de Sertanópolis (PR),
tenha sido em decorrência da doença da vaca louca.
Apesar de confirmada a presença da proteína EEB, conhecida por príon, que pode – ou não – causar a vaca louca, o animal paranaense não desenvolveu a doença. O resultado da análise foi anunciado hoje (7) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Nós asseguramos que a vaca não morreu dessa doença. Provavelmente foi pela idade avançada em que ela se encontrava [13 anos]”, disse o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Guilherme Marques. “Tudo indica que essa proteína encontrada pelos exames foi causada por uma mutação aleatória, a exemplo do que ocorreu em diversos outros países [Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra]”, acrescentou.
Identificada na década de 1980 na Inglaterra, a vaca louca é neurodegenerativa. A doença se espalhou pelo país após o uso de ração para gado produzida a partir de bovinos que portavam a proteína. Mas, segundo os técnicos do ministério, em muitos casos a presença da proteína príon não resulta na doença, passando o caso a ser identificado como “não clássico”.
O Brasil possui a melhor classificação possível feita por entidades internacionais, em relação à doença da vaca louca: “país de risco insignificante”. Como a possibilidade de ocorrências de mutação da proteína existe, e de forma aleatória, nenhum país é considerado livre da doença.
“O Brasil seguiu, de imediato, todos os procedimentos preventivos, acionando o serviço oficial [autoridades de saúde animal], e no dia seguinte [ao óbito] chegamos ao local. O animal foi enterrado sem entrar na cadeia alimentar. Isso tudo mostra a importância dos procedimentos e das medidas de mitigação”, explicou Guilherme Marques.
Segundo ele, todos os protocolos internacionais foram seguidos: investigações internas [exames clínicos e epidemiológicos em campo, exames em níveis estadual e federal, no próprio país]; e envio a laboratórios internacionais, nos casos em que pairem dúvidas. Como foram obtidos resultados divergentes (positivos e negativos) relativos à presença da proteína, o Brasil encaminhou para análise do laboratório considerado o melhor equipado para a identificação da doença, o Animal Health and Veterinary laboratories Agency, na Inglaterra.
O secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, disse que o país está preparado para questionar quaisquer tipos de restrição à carne brasileira. “Nosso sistema é de criação em pasto. As regras internacionais são claras. Não temos a doença e, como tal, se algum país criar alguma restrição, vamos usar os canais corretos para dar explicações e, depois, usando o acordo sobre aplicação de medidas sanitárias de Genebra, fazer as reclamações e se for o caso, levar a um painel”, disse.
“As garantias e certificações continuam as mesmas. Evidentemente pode acontecer de algum país, numa reação mais precipitada gerar algum tipo momentâneo de restrição, mas vamos dar as explicações necessárias a isso”, completou.
Apesar de confirmada a presença da proteína EEB, conhecida por príon, que pode – ou não – causar a vaca louca, o animal paranaense não desenvolveu a doença. O resultado da análise foi anunciado hoje (7) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Nós asseguramos que a vaca não morreu dessa doença. Provavelmente foi pela idade avançada em que ela se encontrava [13 anos]”, disse o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Guilherme Marques. “Tudo indica que essa proteína encontrada pelos exames foi causada por uma mutação aleatória, a exemplo do que ocorreu em diversos outros países [Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra]”, acrescentou.
Identificada na década de 1980 na Inglaterra, a vaca louca é neurodegenerativa. A doença se espalhou pelo país após o uso de ração para gado produzida a partir de bovinos que portavam a proteína. Mas, segundo os técnicos do ministério, em muitos casos a presença da proteína príon não resulta na doença, passando o caso a ser identificado como “não clássico”.
O Brasil possui a melhor classificação possível feita por entidades internacionais, em relação à doença da vaca louca: “país de risco insignificante”. Como a possibilidade de ocorrências de mutação da proteína existe, e de forma aleatória, nenhum país é considerado livre da doença.
“O Brasil seguiu, de imediato, todos os procedimentos preventivos, acionando o serviço oficial [autoridades de saúde animal], e no dia seguinte [ao óbito] chegamos ao local. O animal foi enterrado sem entrar na cadeia alimentar. Isso tudo mostra a importância dos procedimentos e das medidas de mitigação”, explicou Guilherme Marques.
Segundo ele, todos os protocolos internacionais foram seguidos: investigações internas [exames clínicos e epidemiológicos em campo, exames em níveis estadual e federal, no próprio país]; e envio a laboratórios internacionais, nos casos em que pairem dúvidas. Como foram obtidos resultados divergentes (positivos e negativos) relativos à presença da proteína, o Brasil encaminhou para análise do laboratório considerado o melhor equipado para a identificação da doença, o Animal Health and Veterinary laboratories Agency, na Inglaterra.
O secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, disse que o país está preparado para questionar quaisquer tipos de restrição à carne brasileira. “Nosso sistema é de criação em pasto. As regras internacionais são claras. Não temos a doença e, como tal, se algum país criar alguma restrição, vamos usar os canais corretos para dar explicações e, depois, usando o acordo sobre aplicação de medidas sanitárias de Genebra, fazer as reclamações e se for o caso, levar a um painel”, disse.
“As garantias e certificações continuam as mesmas. Evidentemente pode acontecer de algum país, numa reação mais precipitada gerar algum tipo momentâneo de restrição, mas vamos dar as explicações necessárias a isso”, completou.
A
Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) participa nessa
sexta-feira (7) do Simpósio Novo Código Florestal - O conhecimento como
fonte de preservação ambiental , promovido pela Comissão do Meio
Ambiente (Comam) da OAB/MS. O evento irá tratar dos aspectos jurídicos,
técnicos e ambientais da nova legislação.
O assessor da Famasul, Carlo Daniel Coldibelli
Francisco, irá apresentar os aspectos legais das Áreas de Preservação
Ambiental, Reserva Legal e áreas de uso restrito, com orientações sobre
as adequações que devem ser adotadas pelos produtores rurais do Estado.
Coldibelli trará ainda as mudanças na legislação desde a década de 30.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de
Regularização Ambiental (PAR)também serão abordados pelo assessor
jurídico. Trata-se das primeiras medidas a serem adotadas pelo governo
federal para que os produtores rurais possam se adequar a nova
legislação. “O produtor terá um ano após a publicação da legislação para
fazer o CAR. Após isso, o governo terá um diagnóstico apurado de como
está a situação no país inteiro e poderá propor o PAR”, explica
Coldibelli.
O evento acontece das 8h às 18hs, no auditório da
OAB/MS. Mais informações no telefone (67) 3318-4723, no e-mail
meioambienteoab@gmail.com, ou no blog comamoabms.blogspot.com.br
Começa
amanhã (5) e segue até sábado (8) em Rondonópolis (MT), o VI Simpósio
“Sistemas de Produção de Bovinos de Corte”, que reunirá profissionais da
pecuária, entre pesquisadores e produtores no intuito de discutir e
apresentar as novidades em tecnologia do setor.
Especialistas de renomados institutos de pesquisas do
país ministrarão palestras no evento sobre novas técnicas de produção e
comercialização de bovinos de corte. Transformando dados obtidos dos
experimentos em informações, os pesquisadores apresentarão sistemas de
produção inovadores.
Roberto Aguiar, diretor da Nutripura Nutrição e
Pastagem, empresa realizadora do simpósio, explica que o objetivo
principal do evento é fazer uma ligação entre os institutos de pesquisas
e o produtor rural. “Nossa missão é inteirar o produtor de informações
que possam melhorar a produtividade em sua fazenda – produzindo mais e
de forma sustentável. Hoje, temos uma grande demanda mundial por carne
bovina e Mato Grosso tem condições de ajudar a suprir a questão”,
justifica.
O simpósio será dividido em duas partes. A primeira,
teórica, será realizada no Centro de Eventos Ipês nos dias 5, 6 e 7 com a
realização de work shop e circuito de palestras.
No dia 8 o evento será realizado um dia de campo na
Fazenda Santa Tereza (70km de Rondonópolis), localizada em município de
Poxoréu. O produtor terá oportunidade de ver na prática o que ele viu
nos dias anteriores em teoria.
“Isso é muito importante porque é quando
ele vê que consegue mensurar os benefícios e visualizar para implementar
na fazenda dele”, disse Roberto Aguiar. A Nutripura realiza o evento
desde 2004 promovendo discussões ligadas a fatores econômicos, meio
ambiente e medidas sustentáveis.
A
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Cooperativa
Agrícola sul-mato-grossense (Copasul) assinaram um termo de cooperação
geral na segunda-feira, 3 de dezembro. O acordo foi celebrado entre o
chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Fernando
Mendes Lamas, que representou o diretor-presidente da Embrapa, Maurício
Lopes, e o diretor-presidente da Copasul, Sakae Kamitani.
A assinatura aconteceu durante a inauguração da
fecularia da Copasul, em Naviraí, Mato Grosso do Sul, e contou com
presenças de diversas autoridades, como a do governador do Estado, André
Puccinelli, da secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da
Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza
Cristina, e do prefeito de Naviraí, Zelmo de Brida.
Os objetivos da cooperação entre a Embrapa e a
Cooperativa são definir e executar estudos e pesquisas para aprofundar o
conhecimento técnico-científico em diversos setores: agricultura,
pecuária, silvicultura e áreas afins, assim como em desenvolvimento
institucional, monitoramento ambiental, informática, instrumentação
agrícola, zoneamento agroecológico e tecnologia dos alimentos.
Para Lamas, a cooperação entre as entidades garante a
continuidade e aumento do volume de trabalhos desenvolvidos em parceria
entre a Cooperativa e as Unidades da Embrapa. Há cerca de 20 anos, a
Embrapa possui trabalhos de pesquisa em algodão com a Copasul
relacionados a cultivares, época de semeadura e arranjos de plantas.
Além desses, a Embrapa possui experimentos de
melhoramento genético de mandioca, em que são selecionadas variedades
melhoradas com alto potencial de produção; e atividades em vários
sistemas de produção, como experimentos de algodão em monocultura, soja
em sucessão ao milho safrinha e outros sistemas diversificados, com
objetivo de aumentar a sustentabilidade da região do Cone Sul de MS.
Segundo o gerente do Departamento Técnico da Copasul,
Antonio José Meireles Flores, com a assinatura do termo de cooperação
geral, "essa parceria de longa data vai aumentar e melhorar o
desenvolvimento técnico da cooperativa e contribuir para que os
cooperados produzam mais e melhor."
Fecularia
Durante a inauguração da fecularia da Copasul, que
possui capacidade inicial de produção de 200 mil kg/dia, Lamas falou aos
presentes no evento que a instalação da fábrica representa um marco
para o crescimento e desenvolvimento na região.
"Essa indústria traz
alternativas para diversificação da produção em uma área com solo e
clima favorável para o cultivo da mandioca, sendo possível aumentar a
produção agrícola, de forma sustentável, sem necessidade de derrubar
árvores, gerando fonte de renda para o produtor rural e fixação do homem
ao campo", ressaltou.
Segundo o diretor-presidente da Copasul, a expectativa é que a capacidade de produção da fecularia chegue a 600 mil kg/dia.
Trabalhadores
e pequenos produtores rurais protestam em frente ao Palácio do Planalto
desde o final da manhã de hoje (4), ocupando a rua no local.
Provenientes de diversos estados nordestinos, os manifestantes pedem o
perdão das dívidas com o Banco do Nordeste.
Alguns
relataram ter feito os empréstimos há mais de dez anos e, sem condições
de pagar, devem até R$ 200 mil. Segundo os manifestantes, o banco
estaria tomando terras dos produtores rurais em desacordo com o Acórdão
834/2011 do Tribunal de Contas da União. O documento prevê que as
dívidas de, no mínimo, R$ 10 mil devem ser perdoadas. Conforme os
manifestantes, o próprio manual do banco estabelece uma série de medidas
para executar dívidas acima de R$ 15 mil, como apresentação de
históricos e justificativas, e que estariam sendo descumpridas.
Muitos deles contam ter sofrido ameaças e tiveram as
terras leiloadas por não terem pago os empréstimos. Os trabalhadores vêm
do Rio Grande do Norte, de Alagoas, de Sergipe, da Bahia, da Paraíba e
de Pernambuco têm histórias parecidas. Jonéas Antônio veio de Acarí
(RN). O pai dele pediu um empréstimo de R$ 84 mil há 13 anos. Hoje, a
dívida soma R$ 233 mil. Ele conta que perdeu mais da metade do gado com a
seca. "Se na época [do empréstimo] uma cabeça valia R$ 2,5 mil, hoje
não passa dos R$ 500".
Para simbolizar a seca, os trabalhadores empilharam
esqueletos de crânios dos animais em frente ao palácio. "Acham que só
tem desgraça longe, o Nordeste é o Haiti brasileiro. Queremos medidas
concretas para melhorar nossas condições", disse Fernando Melo, produtor
rural de Arapiraca (AL), que tem uma dívida de R$ 35 mil com o banco.
O secretário nacional de Relações Político-Sociais da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Wagner Caetano, propôs
aos manifestantes uma reunião nesta tarde com os ministros do
Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e da Secretaria-Geral, Gilberto
Carvalho. No entanto, ele disse que não houve consenso. "Eles têm muita
divergência entre si, não conseguem chegar a um acordo. Não dá para
receber todos, pedimos que formem uma comissão que os ministros estão
dispostos a recebê-los"
Até as 15h, os manifestantes continuavam no local,
interditando as pistas. Eles disseram que só sairão quando tiverem a
garantia de alguma medida efetiva. Eles devem se reunir ainda hoje com
os ministros.
Depois
de percorrer lavouras de soja por mais de 15 cidades de Mato Grosso e
outras oito em Goiás, técnicos da Associação Brasileira dos Produtores
de Soja (Aprosoja Brasil), do Serviço de Aprendizagem Rural e da Embrapa
deram início, nesta quinta-feira (29.11), à nova etapa da maior
expedição por lavouras de soja já realizada no país. Desta vez, a equipe
acompanha o desenvolvimento da soja em Mato Grosso do Sul, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A expedição começou no final de outubro em Rondônia, e
até março duas caminhonetes do Projeto Soja Brasil irão percorrer ao
todo 10 estados brasileiros, conferindo o desenvolvimento das lavouras
do plantio à colheita do grão, trazendo as informações em tempo real.
Conforme o presidente da Aprosoja Brasil e idealizador do Projeto que
deu origem à expedição, Glauber Silveira, todo o trabalho vai resultar
na elaboração de um diagnóstico sobre as condições da cadeia produtiva
do grão no país.
Nesta segunda etapa, a expedição começou o
acompanhamento em lavouras de Chapadão do Sul (MS), onde estão grandes
propriedades rurais e a pesquisa da Fundação Chapadão. A seguir, a
equipe passará por Nova Alvorada do Sul, Campo Grande, Sidrolândia,
Maracaju, Dourados, Ponta Porã, Amambai, Mundo Novo e Naviraí.
No
Paraná, os municípios visitados serão Toledo, Cascavel, Goioerê, Campo
Mourão, Faxinal e Londrina. A expedição também faz uma parada em Chapecó
(SC), antes de seguir viagem para o Rio Grande do Sul, onde estará em
Erechim, Passo Fundo, Tapera e Não-Me-Toque.
Na terceira rota, que começa em janeiro, o roteiro
inclui Pará, Maranhão, Piauí e Bahia, voltando ainda para Goiás e Mato
Grosso. Na quarta rota, em fevereiro, o destino é Cascavel, no Paraná,
com todos os detalhes da feira Show Rural Coopavel 2013.
Na quinta e
última rota, a partir de fevereiro, a Expedição Soja Brasil conclui os
25 mil quilômetros percorridos em todo o Brasil nos Estados de Santa
Catarina e Rio Grande do Sul, participando inclusive da Expodireto
Cotrijal 2013 em Não-Me-Toque (RS).
O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira,
afirma que agora é o momento de conhecer o berço da soja no Brasil.
“Queremos acompanhar de perto a evolução das lavouras nos estados onde
tudo começou. A maioria dos produtores que moram hoje na região
Centro-Oeste, por onde passamos, saiu destes Estados. Vamos voltar às
origens da soja no Brasil e ter uma expectativa de como será a safra por
lá”.
Balanço
Na primeira etapa, Mato Grosso e Goiás foram
visitados pelas equipes com reportagens e avaliação do desenvolvimento
do grão. Para o coordenador da equipe pelo Senar Mato Grosso, Rafael
Fabri, a passagem pelo Estado foi altamente produtiva, com um aspecto
que chamou muito a atenção: o investimento em tecnologia nas lavouras.
“Percebemos este implemento com a qualificação do
maquinário, incluindo o plantio com o uso de sistema GPS. A partir
disso, conseguimos identificar as principais cidades para investirmos em
capacitação dos produtores e de seus funcionários”.
O representante da Federação de Agricultura e
Pecuária de Goiás (Faeg) Leonardo Machado afirma que recebeu um retorno
bastante positivo dos produtores goianos. “Todos ficaram satisfeitos com
essa possibilidade de um retrato tão fiel das lavouras, foi uma
experiência única e com certeza jamais vista”.
O consultor do projeto e agrônomo Áureo Lantmann, que
também representa a Embrapa, identificou que os produtores de Goiás
foram mais pacientes para o plantio e por esta razão não tiveram tantos
problemas nas lavouras quanto os de Mato Grosso.
“Em Mato Grosso, houve um período de estiagem que
prejudicou o plantio, dando margem a pragas de solo e outras falhas. Já
em Goiás se esperou o período das chuvas para a semeadura, o que mantém a
qualidade de um modo geral nas fazendas, ainda que isso atrase um pouco
a colheita”.
Canais
A partir de segunda, dia 3, o jornalista João Batista
Olivi apresenta o Mercado & Cia diretamente das lavouras. O público
acompanha o trajeto no Canal Rural e no site especial do Projeto Soja
Brasil. No site, o internauta confere as notícias da expedição e pode
acessar a localização dos integrantes, fotos, vídeos e o blogs. É
possível viajar pelo mundo da soja acompanhando também as postagens
diárias no Facebook do Soja Brasil.
O Projeto Soja Brasil é uma realização do Canal
Rural, do Senar Mato Grosso e da Aprosoja Brasil, com coordenação
técnica da Embrapa. O apoio regional é do Senar Mato Grosso do Sul e do
Senar Goiás e o patrocínio é de BASF, Mitsubishi Motors e Monsanto.
Confira a programação da Expedição Soja Brasil em MS:
Data Cidade
29/nov Chapadão do Sul
30/nov São Gabriel do Oeste / Coxim
1-Dec Campo Grande / Rio Brilhante
2-Dec Campo Grande
3-Dec Sidrolândia
4-Dec Maracaju
5-Dec Dourados
6-Dec Ponta Porã / Amambai
7-Dec Naviraí
O
Grupo Gestor Estadual (GGE) do Plano Agricultura de Baixa Emissão de
Carbono (ABC) está presente em 23 regiões do País. Até o final de
dezembro deste ano, a meta do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), com o apoio dos governos estaduais, é instituir o
GGE em mais dois estados: Alagoas e Sergipe. Para 2013, a previsão é de
instalação do espaço no Acre e no Amapá.
Esses grupos têm a função de orientar os produtores
rurais, por meio de seminários, sobre as boas práticas sustentáveis, bem
como os meios de acesso ao crédito oferecido pelo Programa ABC. Hoje, a
elaboração de projetos para a captação de recursos está entre as
maiores dificuldades do meio rural, especialmente devido à falta de
assistência técnica. Para isso, o Mapa trabalha em parceira com estados e
municípios na capacitação dos técnicos para levar as informações ao
produtor.
O ministério, especificamente, coordena a criação dos
Grupos Gestores Estaduais para auxiliar na divulgação e implementação
do ABC nas Unidades da Federação. Cabe aos grupos também definir quanto
cada estado pode contribuir para reduzir a emissão de gases de efeito
estufa na agricultura e pecuária. O Governo Federal espera, inclusive,
ter resultados ainda mais expressivos que a meta de reduzir, até 2020,
entre 125 e 133 milhões de toneladas de CO2.
Financiamento às lavouras sustentáveis
O compromisso assumido pelo ministro Mendes Ribeiro
Filho de alocar mais recursos para incentivar a produção sustentável
está concretizado no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, lançado em junho
deste ano. A linha de crédito oferecida aos produtores rurais para a
adoção de técnicas agrícolas sustentáveis, conhecida como Programa ABC,
tem R$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito.
Entre as práticas financiadas, estão sistema de
plantio direto, tratamento de resíduos animais, integração
lavoura-pecuária-floresta (ILPF), fixação biológica de nitrogênio,
plantio de florestas e recuperação de áreas degradadas. As operações
mais contratadas estão aquelas para financiar o plantio direto e
recuperação de pastagens.
Chama atenção que o recurso pode ser captado com
juros de 5% ao ano, a menor taxa fixada para o crédito rural destinado à
agricultura empresarial praticados pelo Banco do Brasil e pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O prazo para
pagamento é de 5 a 15 anos, e o limite de financiamento é de R$ 1
milhão.
A
agropecuária foi o segmento da economia que registrou o melhor
desempenho no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro
trimestre.
Apesar do PIB total ter registrado apenas um ligeiro avanço
de 0,6% em relação ao do segundo trimestre, a agropecuária cresceu 2,5%,
seguida da indústria (1,1%).
O setor de serviços ficou estável. Na
comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a agropecuária
também cresceu, atingindo um incremento de 3,6%.
Rebeca Palis, gerente de contas nacionais do IBGE,
destacou que a agropecuária apresentou a maior taxa de crescimento tanto
em relação ao segundo trimestre, quanto no que diz respeito ao mesmo
período do ano anterior. “A colheita do café e do milho de segunda safra
contribuiu para o desempenho do setor, influenciando positivamente no
resultado do PIB”, afirmou a presidente da Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu.
As produções de café e
milho cresceram, respectivamente, 14,5% e 27,1%.
Para o ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, “novamente o agro mostra sua
força na economia nacional”. Segundo ele, os percentuais de crescimento
devem ser ainda maiores no próximo ano, a partir das previsões de safra
de grãos recorde e aumento das exportações do setor.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima
que a próxima safra de grãos possa chegar até 181,5 milhões de
toneladas. De acordo com o Mapa, além de parte da produção de grãos
destinada às vendas ao comércio exterior, outro segmento que pode
crescer é o de carnes, com possibilidade de elevar os embarques para
destinos importantes como Japão e Rússia.
Já o presidente da Sociedade
Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, ressalvou que o
crescimento do agro poderia ter sido maior se o setor recebesse mais
investimentos. Ramalho citou a deficiente infraestrutura logística e as
diretrizes da política energética como obstáculos à chegada de novos
recursos.
Técnicos
da Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul
(DPDAG-SFA/MS) concluirão até o final de novembro a semeadura de vinte e
cinco campos experimentais de leguminosas (adubos verdes) e milho
crioulo em sistema de consórcio em uma área de 4,5 hectares do MAPA em
Bandeirantes.
O objetivo deste projeto é reproduzir as sementes de milho
crioulo encontradas no levantamento realizado na região sul do estado
no mês de setembro em aldeias indígenas, assentamentos e feira de
sementes crioulas de Juti/MS e posteriormente criar um banco de
germoplasma do milho crioulo no estado.
Os campos experimentais de milho e adubos verdes
foram implantados na unidade demonstrativa da superintendência em
Bandeirantes/MS e fazem parte das ações de fomento do Programa Bancos
Comunitários de Sementes de Adubos Verdes (Programa PBCAV/MAPA),
organizado em todo país pela Divisão de Desenvolvimento da Agroecologia
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(COAGRE/DEPROS/SDC/MAPA).
Durante o ciclo vegetativo das leguminosas a SFA/MS
realizará vários dias de campo sobre manejo de adubos verdes e
inoculação de sementes com produtores orgânicos e agroecológicos. A
agenda de eventos será montada a partir de janeiro, período de
florescimento da maioria das espécies de adubos verdes, como as
Crotalárias juncea, breviflora e espectábilis. Está ultima foi
largamente utilizada no estado este ano por ser uma das melhores formas
de controle natural das populações de nematóides do solo, que prejudicam
grandemente a produtividade de soja e milho.
Uma das ações do programa oficial é a distribuição
gratuita de sementes de leguminosas e sementes crioulas para pequenos
produtores orgânicos e agroecológicos ligados aos núcleos de
agroecologia da Associação dos Produtores Orgânicos do Mato Grosso do
Sul (APOMS) e nos trinta e oito bancos comunitários de sementes criados
pela SFA/MS a partir de 2008. Novos bancos de sementes serão formados em
2013, bastando apenas as organizações de produtores interessadas
contatarem a SFA/MS pelo fone (067) 3041-9300 ou 3041-9369.
A partir do mês de julho serão encaminhadas amostras
das sementes colhidas na unidade demonstrativa para o Cenargem/Embrapa
em Brasília/DF, com objetivo de fazer a identificação das variedades
cultivadas. Esse trabalho auxiliará na formação do primeiro banco de
germoplasma do milho crioulo cultivado no Mato Grosso do Sul. Acertos já
estão sendo feitos para que o banco funcione na UEMS de Aquidauana/MS.
Oficina de Sementes Crioulas - A Coordenação de
Agroecologia do MAPA contratou recentemente um consultor para elaboração
de uma cartilha orientadora sobre obtenção e conservação de sementes de
cultivares locais, tradicionais ou crioulas, por entender que este
segmento é extremamente importante para a questão da segurança alimentar
e espécies vegetais utilizadas para adubação verde em pequenas
propriedades rurais agroecológicas e bancos comunitários de sementes.
Como parte desse projeto a COAGRE/MAPA estará
organizando uma oficina sobre sementes crioulas nos dias 10 e 11 de
dezembro em Pirenópolis/GO, com objetivo de debater o conteúdo desta
cartilha de forma participativa com agricultores e técnicos envolvidos
direta ou indiretamente com as ações do Programa PBCAV em todo país.
Informações mais detalhadas sobre o projeto, com o
Agente de Atividades Agropecuárias, Valter Loeschner da DPDAG/SFA/MS -
Programa PBCAV/MS - (067) 3041-9369 - 9994-5001 -
valter.loeschner@agricultura.gov.br
Um
grupo de autoridades e empresários chineses está reunido hoje (27) com
especialistas e empresários do agronegócio brasileiro com o objetivo de
conhecer as opções de investimento no setor. Segundo a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que organiza o seminário
Encontro CNA Brasil-China, o país oriental vai destinar US$ 30 bilhões
para serem investidos na América Latina nos próximos anos.
De acordo com a presidenta da CNA, senadora Kátia
Abreu (PSD-TO), entre os setores que serão apresentados à missão chinesa
estão a ovinocultura, a piscicultura, a aquicultura, a agricultura
irrigada e a silvicultura. Ao chegar para a abertura do encontro, a
senadora destacou que a CNA abriu, neste mês, escritório de
representação em Pequim, capital da China, a fim de promover os produtos
agropecuários nacionais.
Em maio de 2013, o grupo de empresários e autoridades deve voltar ao Brasil para fechar contratos.















