Plantio da próxima safra de soja e milho vai custar mais caro

Fertilizantes da safra de verão já foram comprados pela maioria dos produtores porque o plantio começa em setembro. Parte dos caminhões segue para as filiais da cooperativa de Cascavel e, a outra parte, para as fazendas.

A grande maioria das matérias-primas é importada. Um dos lotes de cloreto de potássio, por exemplo, usado em fertilizantes para a produção de soja e de milho, veio da Rússia. Isso explica porque a próxima safra de verão vai sair mais cara.

A alta do dólar encareceu o adubo. Quem ainda não comprou está encontrando os seguintes preços: no caso da soja, a principal formulação custa R$ 1.250 a tonelada, 13% a mais do que 2011. Para o milho, R$1.460 a tonelada. Alta de 17% por cento.

“Se você pegar o período de julho do ano passado, comparado com julho de 2012, o câmbio subiu em torno de 30%. Se você olhar o preço do fertilizante, ainda não chegou nesses 30% de aumento”, diz Sérgio Dalla Costa, gerente da COOPAVEL.

O mesmo câmbio, que encareceu a importação do adubo, valorizou a soja e o milho. Os preços desses produtos vêm tendo alta no mercado internacional. Isso está beneficiando o agricultor. O preço das sementes também subiu: 7% pro milho e 10% pra soja.

A Organização das Cooperativas do Paraná lembra que outros itens do custo de produção também subiram. “Basicamente nós temos a questão da mão de obra que teve um reajuste acentuado de cerca de 21%. O segundo item que também pesa é a questão dos herbicidas, que tiveram um aumento de 18% a 20% em decorrência da questão do câmbio”, diz Nelson Costa, superintendente adjunto da OCEPAR.

Outros preços subiram, como o óleo diesel, por exemplo. Na soma geral, a OCEPAR calcula que a lavoura de soja vai custar 12% a mais e a de milho, 16% a mais do que em 2011.
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