Mais
de 20 mil assinaturas de produtores de leite do Brasil com
reivindicações para melhorias do setor serão apresentadas na 1ª
Conferência Nacional do Leite, que acontece de 6 a 8 de novembro, em
Brasília (DF).
O evento é promovido pela Subcomissão Permanente do Leite
da Câmara dos Deputados. A conferência irá levantar os principais
entraves da produção nacional para subsidiar a elaboração de uma
política nacional do setor.
Mato Grosso do Sul participa da Conferência levando
um documento com as assinaturas de produtores e da indústria. “Vamos
mostrar para os membros da conferência e para o governo federal os
problemas enfrentados em nosso Estado”, explica o presidente do Conselho
do Leite (Conseleite), Dário Alves.
Entre as reivindicações do Estado está a adoção de
medidas para promover a competitividade do setor. “Os baixos valores de
alguns derivados do leite, como o queijo mussarela, praticados pelos
países vizinhos, tem desvalorizado nosso produto. Não temos
competitividade para concorrer”, diz Dário. De acordo com dados da
Unidade Técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), o
primeiro semestre de 2012 fechou com aumento de 520% na importação de
lácteos. De 554 toneladas importadas no primeiro semestre de 2011, o
Estado alcançou 3.437 toneladas no acumulado de janeiro a junho de 2012.
O Uruguai foi responsável por 65% do atendimento à demanda, seguido
pela Argentina, com 33% do produto comprado por MS.
Na conferência, a subcomissão tem expectativa de
criar o Conselho Nacional do Leite, órgão que poderá ditar as diretrizes
do setor no país, desde a produção até a comercialização. De todo o
país, participam delegados das cooperativas, indústria, comércio,
governo, produtores, trabalhadores rurais e entidades de pesquisa e
extensão que debatem as demandas simultaneamente na Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB) e na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa).
Entre os temas a serem abordados na conferência estão
sanidade animal, vigilância sanitária, custo de produção (veja
infográfico), pesquisa, assistência técnica e extensão, políticas de
crédito, infraestrutura e logística, tributação, e proteção de mercado.
No último dia do evento, será feito, na Embrapa, o
texto final da conferência para apresentação e aprovação. O texto será
entregue aos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes
Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Programação
Dia 6
9h - Debate em grupos temáticos para apresentar as
propostas por segmento da cadeia produtiva. A discussão ocorrerá,
simultaneamente, na CNA, na OCB e na Embrapa.
Dia 7
9h - Plenária na Embrapa para definição do texto final.
Dia 8
9h às 16h - Apresentação do documento para votação,
no Auditório Nereu Ramos. Entrega do texto final aos ministros da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e do
Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.